Um vazamento de diesel no Rio Atibaia levou à suspensão da captação de água e comprometeu o abastecimento regular de cerca de 73% de Sumaré, no interior de São Paulo. A interrupção ocorreu após a identificação de odor de combustível na água, segundo a concessionária BRK.
O caso começou em 12 de outubro de 2026, quando um caminhão bitrem tombou na Rodovia D. Pedro I, na região de Campinas. Parte do combustível atingiu cursos d’água que chegam ao manancial.
O problema afetou bairros das regiões do Matão, Maria Antônia, Área Cura, Nova Veneza e Picerno, em Sumaré. A suspensão da captação foi registrada em 14 de outubro, com impacto no abastecimento também em 15 de outubro.

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) acompanha a remoção do óleo e coleta amostras no córrego Anhumas e no Rio Atibaia. A Prefeitura de Sumaré informou que fiscaliza a atuação da concessionária enquanto a qualidade da água é analisada.
Tombamento de caminhão levou diesel a cursos d’água
O bitrem envolvido no acidente transportava 45 mil litros de óleo diesel e tombou no km 134 da Rodovia D. Pedro I, na região de Campinas. A informação divulgada não especificou o volume que chegou a vazar do veículo.
Parte do combustível alcançou o córrego Anhumas e, por esse curso d’água, chegou ao Rio Atibaia. O trajeto da contaminação ligou o local do acidente ao manancial usado na captação de água para Sumaré.
A identificação de odor de diesel na água levou a BRK a interromper a captação como medida preventiva. A ocorrência foi registrada na tarde de 12 de outubro, após o tombamento do caminhão.
Interrupção da captação afetou bairros e mobilizou órgãos ambientais
A paralisação comprometeu a produção da Estação de Tratamento de Água (ETA II), responsável pelo abastecimento afetado em Sumaré. A emergência atingiu 60.962 ligações de água e 70.636 economias, segundo os dados divulgados sobre o caso.
A previsão de normalização apresentada no texto era até a manhã de 16 de outubro, condicionada aos resultados das análises de qualidade da água. A chamada da notícia, porém, indicava retorno na quinta-feira, 15 de outubro, enquanto o texto apontava a manhã de sexta-feira, 16.
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) acompanhava a remoção do óleo e a coleta de amostras no córrego Anhumas e no Rio Atibaia para avaliar a extensão dos danos e aplicar eventuais penalidades. A Prefeitura de Sumaré também fiscalizava o trabalho da concessionária e cobrava agilidade na solução.

