A demora na análise de benefícios do INSS aparece em relatos de segurados de Sumaré e Campinas, no estado de São Paulo. Os casos envolvem a regularização de um benefício por incapacidade e a implantação de uma aposentadoria.
Dados da Controladoria-Geral da União (CGU) registraram manifestações relacionadas ao INSS em São Paulo entre 1º de janeiro e 18 de outubro de 2026. A demora na análise de requerimentos, serviços e recursos foi o principal motivo apontado.
Em Sumaré, Doralice Maria da Silva relata dificuldades relacionadas a um benefício interrompido; em Campinas, Luiz Carlos Benassi enfrenta problemas com um pedido de aposentadoria. As situações envolvem o INSS e, no caso de Doralice, também a Justiça.

O INSS informou que encaminhou os casos às áreas responsáveis para apuração. O órgão também apontou redução no número de requerimentos em análise em Campinas e no estado de São Paulo.
Relatos de segurados em Sumaré e Campinas
Moradora de Sumaré, a costureira industrial Doralice Maria da Silva tenta regularizar um benefício previdenciário interrompido em 2013. Ela relata problemas de saúde, entre eles depressão grave, transtorno bipolar e uma cirurgia para retirada de tumor na cabeça.
Após o corte do pagamento pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Doralice contestou na Justiça a negativa relacionada à incapacidade para o trabalho. O processo, conduzido por meio de advogada, aguarda decisão judicial há cerca de quatro anos.
Em Campinas, Luiz Carlos Benassi fez um pedido de aposentadoria em fevereiro de 2025. A 16ª Junta de Recursos do INSS aprovou o recurso em junho de 2026, mas o benefício não foi implantado.
Mesmo após a aprovação do recurso, o órgão voltou a questionar o direito à concessão, segundo o relato de Benassi. Ele procurou a Ouvidoria para pedir uma solução, mas não recebeu garantia de implantação imediata.
Reclamações, redução de pendências e resposta do INSS
A Controladoria-Geral da União (CGU) contabilizou 10.175 reclamações e denúncias relacionadas ao INSS em São Paulo entre 1º de janeiro e 18 de outubro de 2026. A demora na análise de requerimentos, serviços e recursos foi o principal motivo das manifestações.
Em Campinas, os pedidos pendentes passaram de aproximadamente 11,8 mil no início de 2026 para 5.517. No estado, o volume de processos em análise caiu de 482 mil para 204 mil até o fim de setembro.
O gerente de projetos da Presidência do INSS, Renato Mousinho, informou que a espera média para análise em São Paulo é de 17 dias. Segundo ele, a redução está associada à realização de concursos públicos, mutirões e análise documental de pedidos de benefício por incapacidade.
Sobre as situações de Doralice e Benassi, o INSS informou que encaminhou os casos às áreas responsáveis para apuração. A manifestação do órgão não apresentou garantia de implantação imediata para o pedido de aposentadoria de Campinas.


